Sopro de rebeldia
O que devo dizer
então da vida?
A que nos arrasta sem mais alarde,
mas que afugenta a alma atrevida
e que não perdoa quem for covarde.
Devo dizer que uma me arrebata:
a tua, tão bela, tão destemida,
se movimenta como uma acrobata,
inspira a minha já combalida.
A tua vida não é um moinho,
mesmo que não fuja da dura lida,
não gira estacada ou reprimida.
Você é o sopro de rebeldia,
quixotescamente uma beldade,
Artista, amante da liberdade.
Heitor Victor
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